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Ciclo Cidadania Informada = Cidadania Activa, promovido por Iniciativa de Transição em Telheiras e Movimento Gerações.

Diz-se por aí que o Serviço Nacional de Saúde está mal da saúde, mas será mesmo assim? Porque queremos saber mais, convidámos duas pessoas para partilharem os seus conhecimentos connosco:

Cristina Paixão, professora, directora editorial, tradutora, copywriter, mãe e activista em diversos movimentos sociais, nomeadamente o internacional “Food not Bombs”, dinamiza a Plataforma Cidadã de Resistência à Destruição do SNS (http://www.manifestosns.tk/) e abre convictamente a porta ao futuro, acreditando na transformação do meio envolvente para a construção colectiva de uma comunidade de homens e mulheres livres.

Eduardo Marques, Médico de Família (que devia ser de Comunidade), envolvido na dinamização de Ateneus, Colectividades de Cultura, de Governação Local baseada em Freguesias (que deviam ser Comunas) e dinamizador do Fórum Social e do Orçamento Participativo em Portugal, no modelo de Porto Alegre.

Até lá


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Uma oficina de fim-de-semana sobre os fundamentos da Transição direccionada a quem deseja saber mais sobre ferramentas práticas para construir, planear e gerir uma Iniciativa de Transição. Queremos proporcionar aos diferentes agentes que intervêm na temática das cidades sustentáveis a oportunidade de aprender técnicas e metodologias para uma maior resiliência das nossas comunidades.

Este encontro de dois dias inclui uma introdução teórica e prática sobre Transição e tem como principais objectivos:

– Aprofundar conhecimentos para a experiência de uma Iniciativa de Transição
– Saber mais sobre como aplicar os primeiros passos do modelo de Transição
– Aprender métodos inovadores de aprendizagem, participação e facilitação (dinâmicas de grupo)
– Aprender formas de recapacitação individual
– Conhecer pessoas de várias Iniciativas de Transição e partilhar sucessos e dificuldades

O curso será leccionado em Português pelos primeiros formadores de Transição Portugueses, a saber:
Amandine Gameiro, André Vizinho, Claudian Dobos e Gil Penha-Lopes

Mais informações em http://cursodetransicao.blogspot.com/

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Até lá🙂


Na última 4ª feira, cerca de 90 pessoas passaram pela biblioteca de Telheiras para ouvir, pensar e falar sobre vários movimentos cívicos, o que os liga e o que os separa entre si.

O Álvaro Fonseca, o Paulo Raposo e o Gil Penha-Lopes abriram a noite com contextualizações sobre alguns movimentos, ficam aqui alguns excertos e documentos visuais:

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Apresentação de Álvaro Fonseca

Apresentação de Paulo Raposo

Apresentação de Gil Penha-Lopes

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Como era desejável, apareceram pessoas de diversos movimentos (mov. indignados, iniciativas de transição, assembleias populares, mov. gerações, plataforma 15O, etc) que complementaram estas intervenções e que expuseram as suas preocupações e vontades, umas passando mais pelos pontos que os une, outras mais pelos que os separa. Depois de o auditório fechar, a discussão extendeu-se pela rua (e pelas redes sociais), e ficou no ar a sensação de que uma parte II deste encontro provavelmente tomará lugar em breve.

Ficam também alguns vídeos sobre alguns dos movimentos.

Até já


Comida

Sementes.

De onde vêm? Que novas leis internacionais estão a ser discutidas sobre as sementes e por que é que isso é fundamental para nós?

Na próxima 3ª feira, dia 13 de Março, pelas 21:00, alguns amigos da Campanha Europeia pelas Sementes Livres vêm até à ART – Associação de Residentes de Telheiras – para Activar a Semente Livre que Há em Ti.

Vão-nos falar sobre a campanha, explicando a importância das sementes tradicionais e por que é fundamental a sua preservação. Diz que vai também haver uma troca de sementes pelo meio, portanto tragam as vossas! Pensamos terminar pelas 23:00.

Vejam (muito) mais informação em http://gaia.org.pt/sosementes.

A entrada é livre, aceitam-se comidas e bebidas para partilhar pelo grupo e sementes para a troca😉

Até lá!


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Ora Viva!

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Segunda iniciativa conjunta da Iniciativa de Transição em Telheiras e do Movimento GerAções, integrada no ciclo “Cidadania informada, Cidadania activa”.

Nesta bela noite de debate aberto propomos um olhar sobre os movimentos cívicos que têm surgido em vários países durante o ano 2011 (Indignados, Occupy, etc.) e os pontos que os ligam (ou desligam) ao movimento de transição.

Afinal o que é que os distingue? Por que é que há tantos movimentos diferentes? O que é que cada um quer?

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Para nos ajudar à conversa teremos intervenções-acendalha de Paulo Raposo, professor de Antropologia do ISCTE-IUL, investigador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), membro fundador da Plataforma 15O (embora presentemente desvinculado), esteve envolvido na Acampada do Rosssio, especialmente no Grupo Internacional que organizou a 1ª reunião internacional em Junho 2011 na Lx Factory, e Gil Penha Lopes, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), onde procura Soluções Integrais para as Alterações Globais no grupo “Climate Change Impacts, Adaptation and Mitigation” (CCIAM), fundador da Iniciativa de Transição Universitária da FCUL, membro da Transição de Oeiras e Formador do Curso de Iniciação à Transição. A conversa vai ser moderada por Filipe Matos (ITT) e Álvaro Fonseca (GerAções).

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Agradecemos muito à Elisabete Agostinho pelo cartaz!

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É 4ª feira, 29 de Fevereiro, a partir das 21:30. Até lá!


Texto original disponível no blog ‘Transição’, do nosso vizinho Luís Queirós.

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«Em tempo de carnaval, a oportunidade para revisitar um tema fundamental do nosso tempo.
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Num ensaio intitulado “ Do progresso, sua lei e suas causas” o filósofo inglês Herbert Spencer, que viveu no século XIX, escreveu: “Na Sociedade, no Governo, na Indústria, no Comércio, na Linguagem, na Literatura, na Ciência e na Arte, o progresso esteve sempre associado a um processo de evolução, através de sucessivas transformações, do mais simples para o mais complexo. Essencialmente, o progresso tem consistido na transição do homogéneo para o heterogéneo.”
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Na verdade as sociedades primitivas eram muito simples na sua organização, havendo entre os seus membros muito pouca diferenciação de funções. Quase todos eles se ocupavam da caça ou da recolha dos alimentos que a natureza oferecia. E, nessas sociedades, a escolha das chefias baseava-se no processo natural de seguir o mais forte ou o mais apto.
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A domesticação de animais e plantas permitiu criar excedentes alimentares. Esse facto conduziu à sedentarização e fez aparecer na sociedade outras funções, as quais, numa primeira fase, eram de carácter religioso, militar ou administrativo. Mais tarde o desenvolvimento da indústria e do comércio trouxe os artesãos, os mercadores, os médicos, os artistas e os escritores. Surgiram depois os banqueiros, os agiotas e os prestamistas.
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E as sociedades foram-se tornando, pouco a pouco, mais estruturadas e diferenciadas. Em particular, a nossa civilização global é caracterizada por uma extrema complexidade, traduzida na especialização, na diferenciação de funções, e na existência de acentuadas hierarquias entre os seus membros. O todo é suportado por uma panóplia de ferramentas, de equipamentos e de infra-estruturas de apoio, interligadas pela rede informática, pela rede eléctrica e pela rede de comunicações. E onde existe uma grande interdependência entre as vários partes do sistema organizativo.
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Esta sofisticação traz consigo algumas desvantagens como, por exemplo, o acréscimo do risco de ruptura de um ou vários elementos do sistema, o qual fica, assim, mais vulnerável. E a complexidade tem ela própria, inerente, um custo de manutenção, que está associado a um “input” energético sempre crescente, exigido para a alimentar.
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A questão da complexidade crescente na evolução (num sentido não necessariamente darwinista) tem sido tratada por vários autores. Um deles, Joseph Tainter, no seu livro “O colapso das sociedades complexas”, aborda a importante relação da complexidade com o colapso. Sugere mesmo uma definição de colapso, que para ele é “uma rápida redução da complexidade”.
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A tese de Tainter pode resumir-se à seguinte ideia: quando a introdução dum acréscimo de complexidade num sistema exigir um custo superior ao benefício que ela produz, o sistema tende a colapsar. É o próprio autor que nos explica o conceito: “Em civilizações antigas que tive oportunidade de estudar, como foi o caso do Império Romano, verifiquei que o maior problema que elas enfrentaram foi quando tiveram de suportar custos muito elevados, apenas para manter o “status-quo”. Tinham de investir enormes somas para resolver problemas, sem retorno positivo. Muitas vezes apenas para manter o que já existia. Isto reduziu a vantagem de ser uma sociedade complexa”.
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Na extrema sofisticação que caracteriza o nosso mundo “civilizado”, convém não ignorar estes princípios. No século XXI, o mundo vai ter de ocupar-se a manter e reparar as grandes estruturas criadas no século passado. Isto com um custo que, em certos casos, pode ser superior ao custo de as construir. E não devemos esquecer que as sociedades complexas são mais propensas ao aparecimento de acontecimentos insólitos e impactantes, como foi o caso do 11 de Setembro (aquilo que Nassim Taleb designou como “cisnes negros”).
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A este propósito ocorre perguntar: por que não valorizar mais as coisas simples? Já lá vai o tempo em que as castanhas assadas se embrulhavam em papel de jornal, em que nas nossas aldeias se criavam animais, em que o queijo e os enchidos se curavam ao calor das lareiras. Em nome sabe-se lá de quê, criaram-se normas para complicar as coisas, inclusive um organismo (a ASAE) para as fiscalizar e fazer aplicar.
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A acreditar em Tainter, o futuro pode ser bem mais promissor para as sociedades simples. Afinal foram os Bárbaros que venceram os Romanos.»

Há uns meses atrás um casal de jovens recém-chegados a Telheiras decidiu contactar a ART. Dentro desta incubadora de projectos de vizinhos, o Cineclube de Telheiras foi-se desenvolvendo e, no mês passado, nasceu oficialmente.

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No seu repertório, para além das sessões de cinema, tem oferecido (gratuitamente) aos vizinhos de Telheiras concertos de Azevedo Silva, Projecto Rurouni e Cipriano Mesquita. . Todos muito diferentes, e todos espectaculares! Entrar na ART num dia de concerto do Cineclube é entrar numa realidade à parte e perguntar «será que estou mesmo em Telheiras?». O ambiente tranquilo, a luz acolhedora, o calor da sala, a qualidade dos artistas que por lá têm passado… hmmm é como os figos ali da horta e bem diferente do que estamos habituados.

Como se não bastasse organizar estas pérolas, este pessoal encarrega-se de compilar reportagens para os que não puderam estar presentes:

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No próximo sábado, às 17:30, é a vez da Diana e do Pedro animarem as hostes na ART, depois de já terem passado pelo I Festival de Telheiras (2008) e pela peça “Casas” do teatroàparte (o grupo de teatro do bairro) em 2009. Mais tarde, às 21:30, na Biblioteca de Telheiras, Mostra de Curtas Nacionais: ‘Temperar a Gosto’, ‘Noiserv Sessão Dupla’ e ‘Aqui Jaz a Minha Casa’.  

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Não deixem de visitar: http://cineclubetelheiras.blogspot.com/

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E pronto, é assim que as pessoas vão fazendo de Telheiras um bairro.

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O Cineclube deixou-nos como mensagem de ano novo: «Contorna a crise e realiza os teus sonhos em 2012

E nós agradecemos. E vamos ao concerto. E às curtas.

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