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Os últimos (e próximos?) dias na Grécia têm-nos mostrado e reavivado as memórias colectivas do que acontece quando o colectivo social está desequilibrado, pouco coeso, quando os contratos sociais rompem. Nos últimos meses tem havido muitos sinais por todo o mundo de que as roturas andam por aí, e esta semana é na Grécia, que já está do lado de cá do Mediterrâneo (e não esquecendo que a Grécia é um berço da nossa democracia).

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Nos últimos meses – já fez mais de um ano – algumas comunidades portuguesas têm-se ligado ao movimento de transição (uma rede internacional de iniciativas comunitárias). É um movimento que, não inventando nada de extremamente novo ou complexo, essencialmente reúne pessoas e maneiras de pensar e de agir que estimulam comunidades mais coesas e confiantes, mais resilientes e com melhores capacidades de adaptação em situações de mudança muito rápida ou de grandes choques.

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No fim-de-semana de 4 e 5 de Fevereiro, em Linda-a-Velha, celebraram-se o I Encontro de Iniciativas de Transição da Grande Lisboa (que reuniu umas 60 pessoas) e a V Encontro Nacional das Iniciativas de Transição, que reuniu representantes de 15 iniciativas de todo o país. A iniciativa de Telheiras também lá esteve, nos dois dias, com a particularidade de ter sido das únicas a chegar de bicicleta 😉 (Telheiras – Linda-a-Velha 45minutos).

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O I Encontro da Grande Lisboa foi sobretudo uma festa e um convívio, também uma preparação para a V Encontro Nacional, onde se pensou e debateu sobre a melhor forma como as várias iniciativas nacionais vão unir esforços. E claro, também com festa 🙂 Ficam alguns momentos:

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I Encontro da Grande Lisboa:

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V Reunião Nacional:


Na próxima terça, dia 17 de Janeiro, vamos ter uma sessão um pouco diferente na ART, a partir das 21:30. Vamos aprender métodos e dinâmicas de grupo aplicáveis em futuras oficinas/eventos organizados pela ITT, que possam enriquecer a forma de passar o conhecimento a outrem. Aparece e passa a palavra!

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Exemplos de exercícios que faremos:

 

1º Exercício: Apresentações

Objectivo: Apresentarmo-nos de forma mais dinâmica

 

2º exercício: Pico de Petróleo e Alterações climáticas

Objectivo: Quebrar o gelo de um grupo enquanto nos informamos uns aos outros sobre os temas descritos

 

3º exercício: Futuro e passado

Objectivo: Motivar a reflexão e espírito crítico sobre o nosso estado actual e possíveis soluções práticas através de “role playing”

 

4º exercício: Dinâmica de grupo sobre funcionamento de ecossistemas

Objectivo: Reflectir de forma prática o funcionamento dos sistemas

 

5º exercício: Energizantes de grupo

Objectivo: Re-energizar as pessoas de um grupo que foram expostas a muitos conhecimentos de seguida. Acordar!

 

Para dinamizar este serão contamos com a presença de Fernando Sousa, mestre em Biologia da Conservação. Podem encontrar um breve resumo do seu percurso aqui.

 

Encontramo-nos terça, até lá!

ONG Vida Selvagem


Amigos e Amigas, Vizinhas e Vizinhos,

No próximo dia 30 de Novembro, pelas 21:00, como de costume em todas as últimas 4ªs de cada mês, promovemos mais um encontro e debate no auditório do bairro, desta vez sobre conservação da Natureza e iniciativas cívicas.

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O encontro pretende apresentar a Aidnature e o seu projecto Conservar Portugal, e debater e partilhar ideias em volta da vida selvagem, a vida animal e a sua relação connosco. Porquê conservar a vida selvagem? O que podemos aprender com a Natureza? Quem em Portugal monitoriza a ocupação dos espaços selvagens pelo Homem, por grandes infra-estruturas como barragens, parques eólicos ou pedreiras? Qual o nosso papel, o que podemos fazer?

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Na 4ª feira, o António Castelo e o João Vasconcelos (Aidnature) vão-nos contar a sua história, o que os inspira e move, e mostrar-nos breves trechos do trabalho de documentação fotográfica e em vídeo que andam a fazer por todo o país.

Teremos ainda o prazer em receber Carla Castelo, jornalista da SIC que tem a seu cargo a área de Ambiente, e Orlando Figueiredo, vogal da Direção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), que gentilmente aceitaram os nossos desafios em fazer parte deste momento, que vai ser fantástico 🙂a

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Trailer conservarPORTUGAL from aidnature.org on Vimeo.

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A Aidnature é uma Organização Não-Governamental de Ambiente (ONGA), sem fins lucrativos, que nasceu este ano em Telheiras.

Tem como missão a capacitação das comunidades humanas no sentido de um desenvolvimento em harmonia com a Natureza, concretizando os seus objectivos através da documentação da Biodiversidade, da divulgação do estado de preservação dos ambientes naturais, e da sensibilização das comunidades para a necessidade de conservar os ambientes selvagens.

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Contamos contigo, até lá!


Tal como anunciado, no último dia 26 de Outubro encontrámo-nos na biblioteca de Telheiras para mais um momento de abrir olhos e expandir horizontes. Porque uma condição necessária para uma cidadania activa é uma cidadania informada.

No auditório da BMOR, juntaram-se cerca de 50 pessoas para assistir e discutir o filme “Os Respigadores e a Respigadora”, filme documentário de Agnès Varda, tendo como convidados co-organizadores Álvaro Fonseca do Movimento GerAções e Sofia Guedes Vaz do Projecto PERDA – Projecto de Estudo e Reflexão para o Desperdício Alimentar. O documentário lança um olhar muito pessoal e poético sobre uma realidade que poucos conhecem e poucos vêem (ou querem ver): a das pessoas que vivem do que a maioria desperdiça ou rejeita. E o filme não é tanto sobre desperdício alimentar, mas mais sobre o aproveitamento do desperdício alimentar.

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Agradecemos imenso a generosidade da fotógrafa Marianne Bertout.

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Numa altura em que corremos riscos de aumento de pessoas em dificuldades alimentares (apenas na Europa, 79 milhões de pessoas vivem abaixo do limiar de pobreza), a discussão focou-se sobretudo naquilo que nós, enquanto cidadãos, podemos fazer para não contribuir para o desperdício alimentar. Nos próximos anos, o Projecto PERDA, que ganhou recentemente o Prémio “Ideias Verdes Fundação Luso-Expresso 2011″, irá medir o desperdício alimentar em Portugal e fazer propostas e campanhas concretas para a sua diminuição.

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Os encontros da ITT na BMOR continuam a servir sobretudo para trazer pessoas e ideias interessantes ao bairro, proporcionar um espaço de debate de ideias e de expressão livre de pensamentos.

Desta vez, à entrada do auditório tinhamos um pequeno mapa para tentar saber donde as pessoas vinham e como tinham sabido do encontro, que nos deu alguns dados curiosos: 1/3 das pessoas de Telheiras, 1/3 da restante Lisboa e 1/3 de outras moradas (Cascais, Sintra, Odivelas); a maioria das pessoas soube através de amigos, alguns pelo facebook, outros pela mailing list.

Ficou no ar a probabilidade de um “ciclo de cinema-reflexão” co-organizado pela ITT e pelo Movimento GerAções.

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Para quem esteja interessado em ver o documentário “Os Respigadores e a Respigadora”, aqui fica (em 8 partes)

E aqui bem perto (I)


Estamos na região de Lisboa. 3 milhões de pessoas, muita gente, muitos pensamentos, muitas vontades, muito muito.

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Muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, e muito aqui tão perto.

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Durante o último ano, nestas andanças de iniciativas de transição, permacultura, acampadas, conferências, debates, encontros, foi comum ouvir que «somos poucos a querer fazer alguma coisa». Mas acho que ainda mais impressionante que isso, é o facto de estes “poucos” estarmos descoordenados e  poucas vezes unirmos esforços, saberes, números, vontades.

E numa cidade como Lisboa há tanta coisa a acontecer, muito aqui bem perto de Telheiras. Cada semana descubrimos novos movimentos, novas associações, novos grupos, novas pessoas, novos eventos…Tantos eventos e tão bons! Ao mesmo tempo que acho óptimo, não deixo de achar que há muita dispersão e falta de convergência entre iniciativas e grupos “paralelos”. Não num sentido de centralização, mas de coesão e funcionamento em parceria.

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Por exemplo, HOJE Lisboa acolhe os SEED SAVERS da Austrália, Michel e Jude Fanton, precursores da consciência global pela preservação das sementes e da sua divulgação junto dos permacultores e horticultores por todo o mundo.

11-13 h, Horta do Monte, Graça, Lisboa: Oficina para hortelões e interessados facilitada por Michel e Jude Fanton sobre preservação de sementes tradicionais e a criação de redes locais de sementes.

19 h, Auditório da Faculdade de Belas Artes (UL), Lisboa: Projecção pública do filme “As Nossas Sementes”, seguida dedebate com os seed savers Michel e Jude Fanton, as seed savers Sílvia Floresta e Fernanda Botelho e ainda Adelaide Clemente do Jardim Botânico de Lisboa.

22 h, Bartô, Costa do Castelo, Lisboa: Festa benefit “Save Our Seeds – SOS Sementes!”

Pode-se ver muita mais informação aqui.

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Fica a sugestão, a seguir outras virão!


Os fins-de-semana são, para muitos de nós, momentos de evasão e descanso. Os locais escolhidos vão sendo diferentes consoante o perfil de cada um, mas, seja qual for a opção, há sempre forma de o fazermos de forma sustentável e com o mínimo de impacto! Ficam aqui algumas sugestões muito simples:

– Ficar na cidade e aproveitar o que de bom esta tem para nos oferecer

 optar pelas deslocações de bicicleta ou a pé e conhecer cantos e recantos por onde o carro não passa nas semanais idas de casa para o trabalho;

 utilizar os transportes públicos para chegar mais rápido ou simplesmente para desfrutar do sentimento de ser mais um turista!

– Sair da cidade e ir para longe das buzinas e do fumo do tubo de escape

se vai em grupo, optar por partilhar o carro – a viagem é mais divertida, os custos são partilhados e se a viagem for longa, há mais opções de motorista;

 utilizar um mix de bicicleta e comboio – é preciso ter atenção aos horários e tipos de comboio, há alguns que não permitem a coabitação entre os dois meios de transporte;

apenas transportes públicos, sejam eles quais forem -conhecem-se novas pessoas, vêem-se outras paisagens, focamos a nossa atenção noutras coisas que não a estrada: um bom livro, música, dois dedos de conversa com o vizinho do lado ou mesmo uma refrescante soneca!

Seja qual for a opção, há que ser criativo na hora de escolher como ir! Os meios, são muitas vezes mais divertidos que os fins! Para quem tem crianças, algumas destas opções são autênticas actividades radicais 🙂 mas no domingo à noite, olhamos para trás….e valeu a pena!


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A condição necessária para uma cidadania activa é uma cidadania informada. Em mais uma noite de encontros promovida pela iniciativa de Transição em Telheiras (ITT) no auditório da BMOR, juntam-se membros do Movimento GerAções e do PERDA – Projecto de Estudo e Reflexão para o Desperdício Alimentar.

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Desta vez passará o filme «Os Respigadores e a Respigadora» de Agnès Varda (80 min, legendado), um documentário que lança um olhar muito pessoal e poético sobre uma realidade que poucos conhecem e poucos vêem (ou querem ver): a das pessoas que vivem do que a maioria desperdiça ou rejeita. A actividade de respigar, outrora reconhecida pela sociedade, tornou-se num acto marginal, mas que constitui para muitos dos que a fazem uma questão de sobrevivência. Os respigadores contemporâneos retratados neste documentário revelam-nos uma dimensão da nossa sociedade que se caracteriza pelo excesso e pelo desperdício. A realizadora pelo seu lado assume também o papel de respigadora, mas de imagens e de histórias. O seu filme interpela-nos e obriga-nos a reflectir e a questionar os modos actuais de produção e de consumo de alimentos.

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O Movimento GerAções, de que faz parte Álvaro Fonseca, que irá moderar a discussão, propõe um ciclo de filmes/debate no sentido de difundir informação sobre diferentes temas da actualidade, fomentando a discussão pública desses mesmos temas, sendo expectável que, em breve, dinamizemos em conjunto mais encontros como este.

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O Projecto PERDA, de que faz parte Sofia Guedes Vaz, ganhou recentemente o Prémio “Ideias Verdes Fundação Luso-Expresso 2011”, que tem como objetivo a investigação e a comunicação ambiental centradas na análise do desperdício alimentar em Portugal, focando as suas dimensões ambiental, económica, social e ética. Visa estimular a mudança de comportamentos, e concentrar-se-á nos três grandes segmentos do sistema alimentar: produção agrícola, distribuição e consumo.

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Até lá 🙂

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