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Posts Tagged ‘consumo’


Ainda em relação às conversas que temos com as pessoas que começam também a despertar para estes assuntos, no outro dia fomos “Conversar sobre Sustentabilidade” com um grupo de interessados no Barreiro. No meio da conversa, que foi animada, surgiu uma dúvida que suscitou logo ali uma série de reacções. Uma das pessoas questionou-se sobre as opções de consumo na sua área de residência e o que podemos fazer para mudar quando somos completamente inundados de apenas um tipo de oferta. A frase de espanto foi mais ou menos assim: “é que são tantos centros comerciais e hipermercados no mesmo sítio que nem os conseguimos contar”. A resposta é simples: as grandes superfícies vendem aquilo que nós compramos, portanto quem manda nelas, no limite, somos nós através das compras que lá fazemos. O que pode à partida parecer uma batalha de David contra Golias, não o é de facto, porque as lojas precisam mais de compradores do que os compradores precisam de lojas!

Ora bem, a chave desta mudança está no momento em que retiramos um produto da prateleira e damos uma indicação a quem decide o que vender no dito estabelecimento comercial. De cada vez que se identifica a necessidade de ir a uma grande superfície em detrimento do comércio local podemos fazer coisas tão simples como:

– escolher nacional – e se não houver nacional, procurar uma origem o mais próxima possível do nosso país (necessitou de menos combustível para cá chegar). Muitas vezes parecemos tontos a revistar rótulos e etiquetas, mas isto já nos entrou no sangue e já nem sabemos fazer de outra forma

– escolher produtos com o mínimo de embalagem possível – em muitos casos a embalagem custa mais que o próprio produto. Custa em material, em transporte e em faze-la desaparecer nos processos de reciclagem ou de tratamento do lixo. Um exemplo simples é a manteiga: porquê trazer uma caixa de plástico de cada vez que queremos manteiga, em lugar de comprar as barras embaladas em papel e colocá-las em casa numa manteigueira reutilizável? Outra fácil é recusar os sacos e saquinhos em que nos embrulham fruta, legumes e produtos de charcutaria. Tentar meter tudo no mínimo de sacos em vez de embalar individualmente (às vezes temos lutas com os funcionários mas temos que nos socorrer da máxima: o cliente tem sempre razão)

– recusar sacos de linha de caixa – Portugal é um dos poucos países da Europa em que ainda se “dão” sacos nos supermercados. Não custa nada levar um saco de pano ou outro qualquer que possamos reutilizar e não trazer mais um saco de plástico. No sítio onde costumamos ir, já não estranham. No outro dia ouvimos de uma funcionária: “não quer saco, faz muito bem” e ainda me perguntou onde é que eu tinha comprado o meu porque o achava muito giro 🙂

– trazer apenas o indispensável – evitar desperdícios, não comprar só porque está em promoção apesar de não nos fazer falta, tentar perceber o que é que temos lá em casa que possa substituir aquela função que no momento nos parece tão importante. No outro dia fui ao hipermercado e na minha lista de compras constava CIF. Fiquei uns 5 minutos a olhar para a prateleira com e no fim perguntei-me: mas para que é que eu preciso de CIF? Não cumpre nenhuma função que os outros detergentes que eu tenho lá em casa (e que começo a substituir por detergentes feitos por mim) não cumpram. Não trouxe o CIF!

Boas decisões de compra e até para a semana!

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