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Posts Tagged ‘horta urbana’


Somos uns felizardos! Conseguimos, juntamente com uns amigos, encontrar um cantinho em Lisboa, onde podemos cultivar aquilo que comemos. Começámos no Inverno passado e tivemos no nosso frigorífico os seguintes alimentos: couves (de vários tipos porque não gostamos de estar sempre a comer a mesma coisa), favas, ervilhas, nabiças, cebolas, alhos, alfaces, espinafres, todos os tipos de chás e ervas aromáticas. Foi um Inverno cheio de migas e com uma favada das antigas, daquelas de fazer chorar por mais, partilhada entre amigos e que foi motivo de orgulho para os aspirantes a agricultores! Agora que é chegado o Verão, a actividade agrícola vai de vento em popa! Temos courgettes, beringelas, pimentos, pepinos, alfaces, tomates (de variedades conhecidas, outras que não conseguimos identificar tão bem), morangos, cebolas, alho francês, rabanetes, uma pequena meloa, nabiças, feijão sendo que os chás e as ervas aromáticas lá continuam! O engraçado disto tudo é que não comprámos muitas coisas para semear ou plantar. Quando entramos no estranho mundo das mãos na terra, as coisas parece que vão surgindo: ora é um vizinho de horta que dá umas plantas em excesso, ora é um familiar que se lembra de nós e também nos dá os excessos de qualquer produção de um quintal algures no interior do país, ora são as senhoras do mercado que recebem o dinheiro de 8 plantas e nos mandam 12…não vá o diabo tece-las!

A verdade é que nestes assuntos de horta tudo é importante: o que comemos que é mais saudável e apetitoso, o que poupamos (no nosso caso, contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que lá em casa, fizemos massa ou arroz, ou outra coisa que não fosse fruto da nossa actividade hortícola), o que transformamos (quando há excesso de tomate; faz-se compota), o que partilhamos (amigos e familiares passaram a ter acesso a vegetais fresquinhos e substituíram-se alguns presentes de embrulho, por um saco cheio de coisas boas para comer), mas acima de tudo as pessoas que conhecemos e o que nos divertimos!

A horta substituiu o nosso ginásio e a mesa de café onde nos encontrávamos para estar uns com os outros – trocámos a chávena pela enxada 🙂 e até agora está a correr muito bem!

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Há mais ou menos 6 ou 7 meses lançavam-se as sementes da Horta Partilhada de Telheiras.

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Encostadinha à EB nº1, substituindo um relvado-lixeira, foi fazer e ver crescer couves, alfaces, cebolas, favas, alhos e mais batatas, courgetes e uns moranguitos! Mas não são só plantas que crescem… juntam-se pessoas, antigos anónimos, agora “vizinhos da horta”. Muitos leigos, outros mais conhecedores, os verdes vão crescendo e amadurecendo, as flores apareceram, a horta ficou linda, bela, viçosa, deu os primeiros caldos, almoços e que tais!

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Ficam aqui algumas fotos de Abril e Maio, cortesia do nosso vizinho Jorge e algumas minhas também.

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Por lá vamos aprendendo a cuidar a terra, e vou reparando que vale muito mais cuidar da terra se também se cuidarem das pessoas (pelo menos aqui, no meio da cidade). E esta parte é muito difícil, talvez a mais exigente?

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Algumas pessoas passam, olham, param, observam, sorriem. Sobretudo os mais velhos. E dizem-nos «ainda bem que cá estão!» e «faço este caminho só para ver aqui horta!». Outras não hão-de gostar tanto. Muitas não sabem que existe.

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O tempo é escasso, nós – pessoas – estamos sempre muito ocupados. A chuva tem sido uma bênção; aprendi que dias de chuva, afinal, também são dias de bom tempo (ao contrário do que nos dizem na televisão).

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É uma experiência caórdica, vai-se fazendo, vai-se auto-gerindo, vai-se testando.

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És bem-vinda/o para ajudar à ordem do caos! Faz chegar email a ‘transicao.telheiras@gmail.com’ ou pergunta na ART pelo João Oliveira!

🙂

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