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Comida

Sementes.

De onde vêm? Que novas leis internacionais estão a ser discutidas sobre as sementes e por que é que isso é fundamental para nós?

Na próxima 3ª feira, dia 13 de Março, pelas 21:00, alguns amigos da Campanha Europeia pelas Sementes Livres vêm até à ART – Associação de Residentes de Telheiras – para Activar a Semente Livre que Há em Ti.

Vão-nos falar sobre a campanha, explicando a importância das sementes tradicionais e por que é fundamental a sua preservação. Diz que vai também haver uma troca de sementes pelo meio, portanto tragam as vossas! Pensamos terminar pelas 23:00.

Vejam (muito) mais informação em http://gaia.org.pt/sosementes.

A entrada é livre, aceitam-se comidas e bebidas para partilhar pelo grupo e sementes para a troca 😉

Até lá!

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Ora aí está a Horta Partilhada de Telheiras!

a entrar no segundo ano de vida.

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Morangueiros continuam à esquerda,

arredondada cama elevada com nabiças ou beterraba?

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Paula a regar.

Onde está o Vicente?

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Canteiro a ser desenhado,

Roseiras, belas flores e bom podada!..

Penteadas as oliveiras e a figueira

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e por aí além.

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Sara

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Somos uns felizardos! Conseguimos, juntamente com uns amigos, encontrar um cantinho em Lisboa, onde podemos cultivar aquilo que comemos. Começámos no Inverno passado e tivemos no nosso frigorífico os seguintes alimentos: couves (de vários tipos porque não gostamos de estar sempre a comer a mesma coisa), favas, ervilhas, nabiças, cebolas, alhos, alfaces, espinafres, todos os tipos de chás e ervas aromáticas. Foi um Inverno cheio de migas e com uma favada das antigas, daquelas de fazer chorar por mais, partilhada entre amigos e que foi motivo de orgulho para os aspirantes a agricultores! Agora que é chegado o Verão, a actividade agrícola vai de vento em popa! Temos courgettes, beringelas, pimentos, pepinos, alfaces, tomates (de variedades conhecidas, outras que não conseguimos identificar tão bem), morangos, cebolas, alho francês, rabanetes, uma pequena meloa, nabiças, feijão sendo que os chás e as ervas aromáticas lá continuam! O engraçado disto tudo é que não comprámos muitas coisas para semear ou plantar. Quando entramos no estranho mundo das mãos na terra, as coisas parece que vão surgindo: ora é um vizinho de horta que dá umas plantas em excesso, ora é um familiar que se lembra de nós e também nos dá os excessos de qualquer produção de um quintal algures no interior do país, ora são as senhoras do mercado que recebem o dinheiro de 8 plantas e nos mandam 12…não vá o diabo tece-las!

A verdade é que nestes assuntos de horta tudo é importante: o que comemos que é mais saudável e apetitoso, o que poupamos (no nosso caso, contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que lá em casa, fizemos massa ou arroz, ou outra coisa que não fosse fruto da nossa actividade hortícola), o que transformamos (quando há excesso de tomate; faz-se compota), o que partilhamos (amigos e familiares passaram a ter acesso a vegetais fresquinhos e substituíram-se alguns presentes de embrulho, por um saco cheio de coisas boas para comer), mas acima de tudo as pessoas que conhecemos e o que nos divertimos!

A horta substituiu o nosso ginásio e a mesa de café onde nos encontrávamos para estar uns com os outros – trocámos a chávena pela enxada 🙂 e até agora está a correr muito bem!

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A horta comunitária da Damaia – em muito parecida com a nossa Horta Partilhada –  está em risco de despejo.

O texto abaixo foi copiado do site do GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental.

Junto da Praceta Luis Verney, na Damaia de Cima, um grupo de vizinhos semeou uma horta num terreno abandonado. Estranhamente, a Câmara Municipal da Amadora, depois de ter esquecido durante anos aquele espaço, vem agora afirmar que pretende despejar a horta. Já foi demolida parte de um pavilhão pré-frabricado que havia no terreno e que os hortelões se preparavam para dinamizar.

O vereador do ambiente da CMA, Gabriel Oliveira (gab.ver.goliveira@cm-amado​ra.pt) afirmou, em declarações ao Público, que “aquilo é um terreno camarário e isto não é o PREC”. Aparentemente, este é o autoritarismo que rege as relações da autarquia com os seus cidadãos, mesmo quando estes vêm apenas resolver problemas com que a Câmara obviamente não tem conseguido lidar.

As hortas urbanas fazem parte da história da cidade de Lisboa e das suas periferias. representam, em casos como o dos hortelões da Damaia, uma relação viva com o espaço público, de empenho comunitário, talvez incomprensivel para quem ‘espaços verdes’ sejam rotundas relvadas.

Os hortelões têm uma petição online a correr, aqui.

Mais informações aqui:

hortacomunitariadamaia@groups.facebook.com

hortapopulardadamaia@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Há mais ou menos 6 ou 7 meses lançavam-se as sementes da Horta Partilhada de Telheiras.

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Encostadinha à EB nº1, substituindo um relvado-lixeira, foi fazer e ver crescer couves, alfaces, cebolas, favas, alhos e mais batatas, courgetes e uns moranguitos! Mas não são só plantas que crescem… juntam-se pessoas, antigos anónimos, agora “vizinhos da horta”. Muitos leigos, outros mais conhecedores, os verdes vão crescendo e amadurecendo, as flores apareceram, a horta ficou linda, bela, viçosa, deu os primeiros caldos, almoços e que tais!

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Ficam aqui algumas fotos de Abril e Maio, cortesia do nosso vizinho Jorge e algumas minhas também.

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Por lá vamos aprendendo a cuidar a terra, e vou reparando que vale muito mais cuidar da terra se também se cuidarem das pessoas (pelo menos aqui, no meio da cidade). E esta parte é muito difícil, talvez a mais exigente?

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Algumas pessoas passam, olham, param, observam, sorriem. Sobretudo os mais velhos. E dizem-nos «ainda bem que cá estão!» e «faço este caminho só para ver aqui horta!». Outras não hão-de gostar tanto. Muitas não sabem que existe.

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O tempo é escasso, nós – pessoas – estamos sempre muito ocupados. A chuva tem sido uma bênção; aprendi que dias de chuva, afinal, também são dias de bom tempo (ao contrário do que nos dizem na televisão).

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É uma experiência caórdica, vai-se fazendo, vai-se auto-gerindo, vai-se testando.

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És bem-vinda/o para ajudar à ordem do caos! Faz chegar email a ‘transicao.telheiras@gmail.com’ ou pergunta na ART pelo João Oliveira!

🙂

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Há curiosidade ou saudades de ver da terra rebentar algo que dá um tomate, pimentos ou um alho francês?! Falta espaço nas ruas de Telheiras?

Então resolvemos juntar-nos aos nossos vizinhos da AVAal – Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa – e abrir portas a uma oficina de hortas portáteis, para ter dentro de casa!

E não é que foi inspirador? Logo para começar, o dia estava espectacular: sábado de manhã, sol a entrar pela ART dentro! Depois, à medida que iamos chegando (no final eramos quase 30), juntavamo-nos a um jogo de confiança e de apresentações, para chamar uns sorrisos e deixarmos de ser desconhecidos! E então, deliciámo-nos com a condução e explicações do Jorge Cancela, claras e informadas, que abriram apetite para nos tornar-mos agricultores urbanos! Falámos do básico, das plantas, do sol e especialmente do solo («um bom agricultor cuida do solo»), minhocas e composto. Compreendemos um pouco a importância e vantagens da consociação de espécies e uma visão integrada sobre os ciclos naturais, que na cidade são facilmente parte de um segundo ou terceiro plano.

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Claro que a floreira não vai alimentar uma família. É um começo, «a 1ª de muitas», uma tomada de atenção

Neste período de transição, em que ‘crise’, ‘desemprego’, ‘precário’, ‘descartável’ são rotina, manhãs como esta dão algum fôlego. No final ainda demos uma volta pela horta partilhada, ainda há tanto por hortar e cuidar, todos são bem vindos!

Um grande obrigado aos vizinhos da AVAal pelo seu empenho, disponibilidade e amizade! Um grande abraço aos vizinhos e amigos que nos temos juntado e tornado manhãs como esta uma realidade.

ps: pode haver mais ‘hortas em casa’! candidatos à organização?

ps-convite: próximo sábado (12-Mar): ‘oficina comunitária: Vou fazer o meu saco’.

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Vivemos numa cidade? Há pouco espaço para cultivar por aí?

Estão finalmente abertas as inscrições para a oficinaHortas em Casa’, em parceria com a AVAal – Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa! É um princípio!

Será já no próximo Sábado, 26 Fev, às 9h30! É uma oficina de 3h, na ART, facilitada pelo Arq. Jorge Cancela, que esteve na biblioteca no mês passado, em que vamos aprender alguma coisa sobre consociações entre diferentes espécies hortícolas e vamos também ter oportunidade de montar a nossa própria horta portátil (apenas uma pequena amostra do que poderemos ter em breve, nas nossas casas!) e depois levá-la para casa! As inscrições devem ser enviadas para o email transicao.telheiras@gmail.com

Tudo a ter alfaces e cebolas nas varandas e couves nas escadas e salsa nas estantes!!

Até lá!

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