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Posts Tagged ‘iniciativas de transição’


Os últimos (e próximos?) dias na Grécia têm-nos mostrado e reavivado as memórias colectivas do que acontece quando o colectivo social está desequilibrado, pouco coeso, quando os contratos sociais rompem. Nos últimos meses tem havido muitos sinais por todo o mundo de que as roturas andam por aí, e esta semana é na Grécia, que já está do lado de cá do Mediterrâneo (e não esquecendo que a Grécia é um berço da nossa democracia).

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Nos últimos meses – já fez mais de um ano – algumas comunidades portuguesas têm-se ligado ao movimento de transição (uma rede internacional de iniciativas comunitárias). É um movimento que, não inventando nada de extremamente novo ou complexo, essencialmente reúne pessoas e maneiras de pensar e de agir que estimulam comunidades mais coesas e confiantes, mais resilientes e com melhores capacidades de adaptação em situações de mudança muito rápida ou de grandes choques.

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No fim-de-semana de 4 e 5 de Fevereiro, em Linda-a-Velha, celebraram-se o I Encontro de Iniciativas de Transição da Grande Lisboa (que reuniu umas 60 pessoas) e a V Encontro Nacional das Iniciativas de Transição, que reuniu representantes de 15 iniciativas de todo o país. A iniciativa de Telheiras também lá esteve, nos dois dias, com a particularidade de ter sido das únicas a chegar de bicicleta 😉 (Telheiras – Linda-a-Velha 45minutos).

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O I Encontro da Grande Lisboa foi sobretudo uma festa e um convívio, também uma preparação para a V Encontro Nacional, onde se pensou e debateu sobre a melhor forma como as várias iniciativas nacionais vão unir esforços. E claro, também com festa 🙂 Ficam alguns momentos:

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I Encontro da Grande Lisboa:

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V Reunião Nacional:

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Tenho notado desde há uns tempos que a sustentabilidade é como um bichinho que se aloja em nós e que do qual já não nos conseguimos livrar. Não é apenas em casa, ambiente tipicamente controlado, que podemos dar asas à nossa imaginação e arriscar na mudança de hábitos. Também no nosso local de trabalho, onde passamos a maior parte do dia, é possível fazer alterações pequenas mas que têm algum impacto. No meu caso, entre outras, optei por 3 medidas que me parecem muito simples:

– levar de casa uma chávena para o café juntamente com uma colher e dispensar os copos e pauzinhos de plástico descartáveis gentilmente cedidos pela empresa. O engraçado é que no inicio via alguns olhares incrédulos e, posso dize-lo, até de gozo, mas a verdade é que na minha copa (onde está a máquina do café), já somos 3 a dispensar o plástico. Próximo passo – passar dos pacotes de açúcar a um açucareiro comum!

– usar um cantil com água e dispensar as garrafas de água de 25cl gentilmente cedidas pela empresa. Para além de não fazer qualquer questão em beber água engarrafada, existe na copa uma fonte de água filtrada onde encho o meu cantil de água fresca. Se não tivesse esta fonte também não teria qualquer problema em abrir a torneira. Próximo passo – o meu cantil é de plástico (foi uma oferta) por isso pretendo arranjar um mais ecológico. No entanto a sustentabilidade também é dar uso ao que temos e não deitar fora só porque sim, por isso, até este dar, não vou comprar outro.

– levar o almoço de casa. Eu não gosto de cozinhar por isso não sou daquelas que se levanta mais cedo para fazer o almoço para o dia, nem que faz panelas de comida para dar para vários dias. No entanto, muitas vezes (quase todas) sobra alguma comida do jantar e em vez de a estar a comer no jantar do dia seguinte (porque deitar para o lixo está fora de questão) opto por trazer essa comida para o escritório. Desta forma diminuo o desperdício que é regra nos restaurantes (em que vem muito mais comida no prato do que aquela que de facto temos vontade de comer), diminuo os custos, como melhor e ainda tenho oportunidade de trocar receitas com outras pessoas que também trazem comida de casa. Próximo passo – trocar todos os recipientes da Tupperware angariados ao longo de vários anos, por recipientes em vidro. Mas a lógica continua a mesma…enquanto estes derem, não me apetece simplesmente pô-los de lado e ir comprar outros!

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No fim-de-semana de 17 e 18 de Setembro vai acontecer, em Sintra, o 2º Curso de Iniciativas de Transição, em Portugal. 
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Vai ser um fim-de-semana intenso, onde se vai falar e praticar sobre os fundamentos do movimento de Transição, saber mais sobre ferramentas práticas para construir, planear, gerir e participar numa Iniciativa de Transição. Diz quem esteve no 1º curso (no ano passado) que foi óptimo para conhecer pessoas de todo o país que partilham esta visão e estabelecer uma rede nacional.
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Toda a informação está disponível em
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Qualquer dúvida deverá ser encaminhada para
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Atenção: está a haver uma grande corrida às vagas disponíveis, pelo que, se estiverem interessados, o melhor é despachar a contactar a organização!

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Hoje escrevo sobre custos! Sim, acho que sustentabilidade também deve ter a ver com factores económicos.
Fiz um simulador que calcula os custos reais das minhas viagens usuais por Lisboa para ir trabalhar. Na minha simulação entram, para já, dois tipos de transporte: carro e bicicleta. Visto que apenas vou para o trabalho de uma maneira ou de outra, e visto que possuo automóvel e bicicleta, tenho custos associados aos dois investimentos que fiz. À parte dos pormenores técnicos do modelo, passemos aos resultados. No meu caso, para as minhas viagens para o trabalho, se todas as viagens forem feitas de automóvel, eu posso contar com uma conta anual de 1650€, ou seja perto de 137,5€ por mês.
Eu sabia que ter automóvel é caro, mas assustei-me com este numero! Penso que assusta qualquer um, sobretudo eu que faço apenas 12 km por dia para ir trabalhar, 6 km para ir a 6 km para voltar… A boa noticia é que, se fizer 50 dias por ano de bicicleta, baixo a minha conta para “apenas” 1387€, ou seja ganho 263€. E o custo de comprar e manter uma bicicleta? Já está considerado na poupança dos 263€. Parece-me bom, não? Se fizer 100 dias de repouso no automóvel, poupo quase 540€…

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