Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘plastico’


Tenho notado desde há uns tempos que a sustentabilidade é como um bichinho que se aloja em nós e que do qual já não nos conseguimos livrar. Não é apenas em casa, ambiente tipicamente controlado, que podemos dar asas à nossa imaginação e arriscar na mudança de hábitos. Também no nosso local de trabalho, onde passamos a maior parte do dia, é possível fazer alterações pequenas mas que têm algum impacto. No meu caso, entre outras, optei por 3 medidas que me parecem muito simples:

– levar de casa uma chávena para o café juntamente com uma colher e dispensar os copos e pauzinhos de plástico descartáveis gentilmente cedidos pela empresa. O engraçado é que no inicio via alguns olhares incrédulos e, posso dize-lo, até de gozo, mas a verdade é que na minha copa (onde está a máquina do café), já somos 3 a dispensar o plástico. Próximo passo – passar dos pacotes de açúcar a um açucareiro comum!

– usar um cantil com água e dispensar as garrafas de água de 25cl gentilmente cedidas pela empresa. Para além de não fazer qualquer questão em beber água engarrafada, existe na copa uma fonte de água filtrada onde encho o meu cantil de água fresca. Se não tivesse esta fonte também não teria qualquer problema em abrir a torneira. Próximo passo – o meu cantil é de plástico (foi uma oferta) por isso pretendo arranjar um mais ecológico. No entanto a sustentabilidade também é dar uso ao que temos e não deitar fora só porque sim, por isso, até este dar, não vou comprar outro.

– levar o almoço de casa. Eu não gosto de cozinhar por isso não sou daquelas que se levanta mais cedo para fazer o almoço para o dia, nem que faz panelas de comida para dar para vários dias. No entanto, muitas vezes (quase todas) sobra alguma comida do jantar e em vez de a estar a comer no jantar do dia seguinte (porque deitar para o lixo está fora de questão) opto por trazer essa comida para o escritório. Desta forma diminuo o desperdício que é regra nos restaurantes (em que vem muito mais comida no prato do que aquela que de facto temos vontade de comer), diminuo os custos, como melhor e ainda tenho oportunidade de trocar receitas com outras pessoas que também trazem comida de casa. Próximo passo – trocar todos os recipientes da Tupperware angariados ao longo de vários anos, por recipientes em vidro. Mas a lógica continua a mesma…enquanto estes derem, não me apetece simplesmente pô-los de lado e ir comprar outros!

Anúncios

Read Full Post »


Grande Reportagem SIC – ‘O Mercado do Lixo’ from Miguel Almeida on Vimeo.

 

reduzir reduzir reduzir reduzir reduzir reduzir reduzir reduzir reduzir reduzir 

Read Full Post »


Ainda em relação às conversas que temos com as pessoas que começam também a despertar para estes assuntos, no outro dia fomos “Conversar sobre Sustentabilidade” com um grupo de interessados no Barreiro. No meio da conversa, que foi animada, surgiu uma dúvida que suscitou logo ali uma série de reacções. Uma das pessoas questionou-se sobre as opções de consumo na sua área de residência e o que podemos fazer para mudar quando somos completamente inundados de apenas um tipo de oferta. A frase de espanto foi mais ou menos assim: “é que são tantos centros comerciais e hipermercados no mesmo sítio que nem os conseguimos contar”. A resposta é simples: as grandes superfícies vendem aquilo que nós compramos, portanto quem manda nelas, no limite, somos nós através das compras que lá fazemos. O que pode à partida parecer uma batalha de David contra Golias, não o é de facto, porque as lojas precisam mais de compradores do que os compradores precisam de lojas!

Ora bem, a chave desta mudança está no momento em que retiramos um produto da prateleira e damos uma indicação a quem decide o que vender no dito estabelecimento comercial. De cada vez que se identifica a necessidade de ir a uma grande superfície em detrimento do comércio local podemos fazer coisas tão simples como:

– escolher nacional – e se não houver nacional, procurar uma origem o mais próxima possível do nosso país (necessitou de menos combustível para cá chegar). Muitas vezes parecemos tontos a revistar rótulos e etiquetas, mas isto já nos entrou no sangue e já nem sabemos fazer de outra forma

– escolher produtos com o mínimo de embalagem possível – em muitos casos a embalagem custa mais que o próprio produto. Custa em material, em transporte e em faze-la desaparecer nos processos de reciclagem ou de tratamento do lixo. Um exemplo simples é a manteiga: porquê trazer uma caixa de plástico de cada vez que queremos manteiga, em lugar de comprar as barras embaladas em papel e colocá-las em casa numa manteigueira reutilizável? Outra fácil é recusar os sacos e saquinhos em que nos embrulham fruta, legumes e produtos de charcutaria. Tentar meter tudo no mínimo de sacos em vez de embalar individualmente (às vezes temos lutas com os funcionários mas temos que nos socorrer da máxima: o cliente tem sempre razão)

– recusar sacos de linha de caixa – Portugal é um dos poucos países da Europa em que ainda se “dão” sacos nos supermercados. Não custa nada levar um saco de pano ou outro qualquer que possamos reutilizar e não trazer mais um saco de plástico. No sítio onde costumamos ir, já não estranham. No outro dia ouvimos de uma funcionária: “não quer saco, faz muito bem” e ainda me perguntou onde é que eu tinha comprado o meu porque o achava muito giro 🙂

– trazer apenas o indispensável – evitar desperdícios, não comprar só porque está em promoção apesar de não nos fazer falta, tentar perceber o que é que temos lá em casa que possa substituir aquela função que no momento nos parece tão importante. No outro dia fui ao hipermercado e na minha lista de compras constava CIF. Fiquei uns 5 minutos a olhar para a prateleira com e no fim perguntei-me: mas para que é que eu preciso de CIF? Não cumpre nenhuma função que os outros detergentes que eu tenho lá em casa (e que começo a substituir por detergentes feitos por mim) não cumpram. Não trouxe o CIF!

Boas decisões de compra e até para a semana!

Read Full Post »


Vai ser mais uma noite fantástica, cheia de partilhas, perguntas, duvidas, sorrisos, conversas, conhecimentos, e muito mais.
Pelo meio disto tudo, vai haver lugar para rifas.
Apareçam.

Read Full Post »


Só porque hoje é o dia mundial da água, mas também porque este está a ser o mes de debate sobre plástico aqui na Transição Telheiras, fica aqui a estória da “Água engarrafada”…..

 

Read Full Post »

Qual deles…?


É já para a semana que vai ser o grande evento, e por isso deixamos aqui mais um cartaz do conjunto de 3 que sairam para a rua para sensibilizar as pessoas. Algumas pessoas gostaram tanto deles que os retiraram e levaram para casa, outras, passam por eles todos os dias e não se esquecem….

Mas será que todos sabemos qual é a melhor escolha??

Dentro em breve o cartaz com o programa para o evento vai aparecer por aqui……

Read Full Post »


No passado sábado (dia 12) a ART abriu portas para uma experiência de oficina comunitária: ‘Vou fazer o meu saco’, lançada pelo grupo ‘Telheiras sem plástico’, da iniciativa.

Como assim, oficina comunitária?. Durante toda a tarde,  quem quisesse vir experimentar, aprender, recordar ou partilhar técnicas, materiais foi bem vindo!

O desafio era as pessoas trazerem as suas próprias máquinas, materiais e tecidos, e foi louvável ver 6 máquinas, algumas caixas de costura, ferros de engomar e pilhas de tecidos por lá: sem essa enorme boa vontade nada teria sido possível! Havia ainda uma mesa bem composta com um lanche partilhado, um estendal com alguns tipos de sacos e uma zona de pintura com stencil. Havia também um excelente tutorial, para podermos seguir um modelo de saco, se quisessemos.

z

Este slideshow necessita de JavaScript.

Foi uma tarde divertida, por lá passaram +/- 25 senhoras e senhores, jovens e crianças (sobretudo senhoras!). Na sua maioria telheirenses, mas também pessoas das iniciativas de transição de Cascais e Linda-a-Velha. Muitos saíram mais cedo ou chegaram mais tarde para se juntar à manifestação, trazendo boas notícias e bom ambiente!

No meio do convívio, lá conseguimos fechar alguns ciclos: entreajuda entre gerações e reaproveitamento de tecidos em “fim de vida”. E claro, ficar com um saco para ir ao pão ou às compras e poder dizer «não quero saco, obrigado». E o saco é só um começo.

Alguns levaram o seu saco para casa, outros optaram por deixá-lo para um sorteio por rifas no dia 30 de Março. Como tem sido hábito, última 4ª feira do mês = noite em transição na biblioteca, desta vez com o tema dos plásticos. E com sorteio de saco do pão e outras surpresas! (mais info brevemente)

Uma vez mais, sem o empenho, força e boa vontade dalgumas pessoas, esta tarde não teria sido possível! As máquinas, os tecidos, as linhas, a comida, as fotografias, a partilha, a música, o cartaz, a divulgação, toda a preparação semanas antes!

Quem tiver curiosidade e interesse neste grupo ‘Telheiras sem plástico’, mande email para se juntar, ainda somos poucos, e quantos mais somos, mas fácil se torna!

Read Full Post »

Older Posts »

%d bloggers like this: