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Posts Tagged ‘Sustentabilidade’


Os fins-de-semana são, para muitos de nós, momentos de evasão e descanso. Os locais escolhidos vão sendo diferentes consoante o perfil de cada um, mas, seja qual for a opção, há sempre forma de o fazermos de forma sustentável e com o mínimo de impacto! Ficam aqui algumas sugestões muito simples:

– Ficar na cidade e aproveitar o que de bom esta tem para nos oferecer

 optar pelas deslocações de bicicleta ou a pé e conhecer cantos e recantos por onde o carro não passa nas semanais idas de casa para o trabalho;

 utilizar os transportes públicos para chegar mais rápido ou simplesmente para desfrutar do sentimento de ser mais um turista!

– Sair da cidade e ir para longe das buzinas e do fumo do tubo de escape

se vai em grupo, optar por partilhar o carro – a viagem é mais divertida, os custos são partilhados e se a viagem for longa, há mais opções de motorista;

 utilizar um mix de bicicleta e comboio – é preciso ter atenção aos horários e tipos de comboio, há alguns que não permitem a coabitação entre os dois meios de transporte;

apenas transportes públicos, sejam eles quais forem -conhecem-se novas pessoas, vêem-se outras paisagens, focamos a nossa atenção noutras coisas que não a estrada: um bom livro, música, dois dedos de conversa com o vizinho do lado ou mesmo uma refrescante soneca!

Seja qual for a opção, há que ser criativo na hora de escolher como ir! Os meios, são muitas vezes mais divertidos que os fins! Para quem tem crianças, algumas destas opções são autênticas actividades radicais 🙂 mas no domingo à noite, olhamos para trás….e valeu a pena!

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Hoje venho falar sobre outras formas de sustentabilidade não tão debatidas mas que não se podem esquecer: praticas sustentáveis das empresas.

Gostava de vos falar sobre aproveitamento de recursos. Para além dos habituais consumíveis há outros recursos que devem ser aproveitados: as pessoas!

O caso que conheço e que me fez ter vontade de escrever sobre isto é real e bem português. Uma PME de cariz industrial e vocacionada para a exportação, decidiu mudar a sua sede de Lisboa para uma localidade no interior do país para que os escritórios ficassem no mesmo local da unidade fabril. A primeira decisão sustentável foi o facto de se passar para metade os custos económicos e ambientais de ares condicionados, agua, luz, deslocações entre fábrica e escritório, entre outros que não vale a pena citar. Com esta mudança, houve lugar a novos recrutamentos para trabalho “de escritório” na tal localidade do interior. Podemos considerar esta, a segunda decisão sustentável visto que se queremos que as cidades deixem de ser o que conhecemos hoje, temos que tornar o resto do país habitável para quem quer exercer um trabalho especializado.

Como a empresa é vocacionada para o mercado externo era fundamental encontrar pessoas que falassem línguas, nomeadamente o alemão. Como devem imaginar, não há pessoas a falar fluentemente alemão e português no interior do país. A busca não se antevia simples mas a empresa decidiu mais uma vez olhar para dentro e perceber quais os seus recursos e a forma como os podia utilizar. Na planta da fábrica, trabalha um operário natural da Roménia que fala fluentemente alemão. Surge assim a terceira decisão sustentável: foi feita a entrevista, o candidato está apto para a função e sai da planta da fábrica para os escritórios com tudo o que isso tem de bom em termos de motivação pessoal, contributo para a empresa e acima de tudo o sinal que se dá de que não temos que andar sempre a ir buscar o novo. Podemos muito bem encontrar outras utilizações para o que já temos!

Na gestão de empresas, como na vida!

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Somos uns felizardos! Conseguimos, juntamente com uns amigos, encontrar um cantinho em Lisboa, onde podemos cultivar aquilo que comemos. Começámos no Inverno passado e tivemos no nosso frigorífico os seguintes alimentos: couves (de vários tipos porque não gostamos de estar sempre a comer a mesma coisa), favas, ervilhas, nabiças, cebolas, alhos, alfaces, espinafres, todos os tipos de chás e ervas aromáticas. Foi um Inverno cheio de migas e com uma favada das antigas, daquelas de fazer chorar por mais, partilhada entre amigos e que foi motivo de orgulho para os aspirantes a agricultores! Agora que é chegado o Verão, a actividade agrícola vai de vento em popa! Temos courgettes, beringelas, pimentos, pepinos, alfaces, tomates (de variedades conhecidas, outras que não conseguimos identificar tão bem), morangos, cebolas, alho francês, rabanetes, uma pequena meloa, nabiças, feijão sendo que os chás e as ervas aromáticas lá continuam! O engraçado disto tudo é que não comprámos muitas coisas para semear ou plantar. Quando entramos no estranho mundo das mãos na terra, as coisas parece que vão surgindo: ora é um vizinho de horta que dá umas plantas em excesso, ora é um familiar que se lembra de nós e também nos dá os excessos de qualquer produção de um quintal algures no interior do país, ora são as senhoras do mercado que recebem o dinheiro de 8 plantas e nos mandam 12…não vá o diabo tece-las!

A verdade é que nestes assuntos de horta tudo é importante: o que comemos que é mais saudável e apetitoso, o que poupamos (no nosso caso, contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que lá em casa, fizemos massa ou arroz, ou outra coisa que não fosse fruto da nossa actividade hortícola), o que transformamos (quando há excesso de tomate; faz-se compota), o que partilhamos (amigos e familiares passaram a ter acesso a vegetais fresquinhos e substituíram-se alguns presentes de embrulho, por um saco cheio de coisas boas para comer), mas acima de tudo as pessoas que conhecemos e o que nos divertimos!

A horta substituiu o nosso ginásio e a mesa de café onde nos encontrávamos para estar uns com os outros – trocámos a chávena pela enxada 🙂 e até agora está a correr muito bem!

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Hoje escrevo sobre custos! Sim, acho que sustentabilidade também deve ter a ver com factores económicos.
Fiz um simulador que calcula os custos reais das minhas viagens usuais por Lisboa para ir trabalhar. Na minha simulação entram, para já, dois tipos de transporte: carro e bicicleta. Visto que apenas vou para o trabalho de uma maneira ou de outra, e visto que possuo automóvel e bicicleta, tenho custos associados aos dois investimentos que fiz. À parte dos pormenores técnicos do modelo, passemos aos resultados. No meu caso, para as minhas viagens para o trabalho, se todas as viagens forem feitas de automóvel, eu posso contar com uma conta anual de 1650€, ou seja perto de 137,5€ por mês.
Eu sabia que ter automóvel é caro, mas assustei-me com este numero! Penso que assusta qualquer um, sobretudo eu que faço apenas 12 km por dia para ir trabalhar, 6 km para ir a 6 km para voltar… A boa noticia é que, se fizer 50 dias por ano de bicicleta, baixo a minha conta para “apenas” 1387€, ou seja ganho 263€. E o custo de comprar e manter uma bicicleta? Já está considerado na poupança dos 263€. Parece-me bom, não? Se fizer 100 dias de repouso no automóvel, poupo quase 540€…

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Ainda em relação às conversas que temos com as pessoas que começam também a despertar para estes assuntos, no outro dia fomos “Conversar sobre Sustentabilidade” com um grupo de interessados no Barreiro. No meio da conversa, que foi animada, surgiu uma dúvida que suscitou logo ali uma série de reacções. Uma das pessoas questionou-se sobre as opções de consumo na sua área de residência e o que podemos fazer para mudar quando somos completamente inundados de apenas um tipo de oferta. A frase de espanto foi mais ou menos assim: “é que são tantos centros comerciais e hipermercados no mesmo sítio que nem os conseguimos contar”. A resposta é simples: as grandes superfícies vendem aquilo que nós compramos, portanto quem manda nelas, no limite, somos nós através das compras que lá fazemos. O que pode à partida parecer uma batalha de David contra Golias, não o é de facto, porque as lojas precisam mais de compradores do que os compradores precisam de lojas!

Ora bem, a chave desta mudança está no momento em que retiramos um produto da prateleira e damos uma indicação a quem decide o que vender no dito estabelecimento comercial. De cada vez que se identifica a necessidade de ir a uma grande superfície em detrimento do comércio local podemos fazer coisas tão simples como:

– escolher nacional – e se não houver nacional, procurar uma origem o mais próxima possível do nosso país (necessitou de menos combustível para cá chegar). Muitas vezes parecemos tontos a revistar rótulos e etiquetas, mas isto já nos entrou no sangue e já nem sabemos fazer de outra forma

– escolher produtos com o mínimo de embalagem possível – em muitos casos a embalagem custa mais que o próprio produto. Custa em material, em transporte e em faze-la desaparecer nos processos de reciclagem ou de tratamento do lixo. Um exemplo simples é a manteiga: porquê trazer uma caixa de plástico de cada vez que queremos manteiga, em lugar de comprar as barras embaladas em papel e colocá-las em casa numa manteigueira reutilizável? Outra fácil é recusar os sacos e saquinhos em que nos embrulham fruta, legumes e produtos de charcutaria. Tentar meter tudo no mínimo de sacos em vez de embalar individualmente (às vezes temos lutas com os funcionários mas temos que nos socorrer da máxima: o cliente tem sempre razão)

– recusar sacos de linha de caixa – Portugal é um dos poucos países da Europa em que ainda se “dão” sacos nos supermercados. Não custa nada levar um saco de pano ou outro qualquer que possamos reutilizar e não trazer mais um saco de plástico. No sítio onde costumamos ir, já não estranham. No outro dia ouvimos de uma funcionária: “não quer saco, faz muito bem” e ainda me perguntou onde é que eu tinha comprado o meu porque o achava muito giro 🙂

– trazer apenas o indispensável – evitar desperdícios, não comprar só porque está em promoção apesar de não nos fazer falta, tentar perceber o que é que temos lá em casa que possa substituir aquela função que no momento nos parece tão importante. No outro dia fui ao hipermercado e na minha lista de compras constava CIF. Fiquei uns 5 minutos a olhar para a prateleira com e no fim perguntei-me: mas para que é que eu preciso de CIF? Não cumpre nenhuma função que os outros detergentes que eu tenho lá em casa (e que começo a substituir por detergentes feitos por mim) não cumpram. Não trouxe o CIF!

Boas decisões de compra e até para a semana!

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O tema da sustentabilidade é cada vez mais debatido, seja online, em tertúlias de esplanada, em casa com os amigos, com a família e até mesmo em contexto laboral. No entanto há uma sensação comum e paralisante que é um misto de desespero, angustia e desorientação quando se passa para a fase de: o que é que se pode fazer para melhorar a situação, ou pelo menos não estragar mais? Todas as respostas parecem recair sobre a grande responsabilidade dos governos, das empresas, do sistema económico mundial, da globalização, etc etc etc. Não descurando a efetiva responsabilidade que estes elementos têm, não podemos simplesmente deixar-nos ficar no nosso canto lamuriando por “ ninguém” fazer nada para que esta Terra onde todos vivemos, este estilo de vida que todos temos, seja mais sustentável. Assumir essa postura é tão simplesmente desistir e assumir que o facto de sermos cidadãos não nos confere quaisquer direitos nem deveres. Cá em casa esse conceito de cidadania não existe! Por isso, e para demonstrar que todos temos um papel, decidimos começar a registar todas as alterações que foram sendo feitas nos nossos hábitos de consumo, nas nossas rotinas, enfim, na nossa vida em geral, desde que tomámos consciência que todos dias, pelas nossas ações, temos tanto impacto e responsabilidade como os tais grande agentes e instituições a quem é tão fácil apontar o dedo.

Somos um casal perfeitamente normal, gostamos de viajar, gostamos de sair com os amigos, gostamos de ir ao cinema, ambos trabalhamos e ainda não temos filhos. O desafio desta “coluna semanal” é simplesmente ajudar-nos a tomar consciência, partilhar e descobrir novas formas de, sem abdicar daquilo que para nós é essencial (e veremos que há muito menos coisas essenciais do que poderíamos pensar), podemos tornar o nosso estilo de vida mais sustentável ambiental, social e economicamente. E agora, que o pontapé inicial foi dado, vão ter que esperar pela próxima semana para saber o que andamos a fazer 😉

Até para a semana!

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