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Ora Viva!

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Segunda iniciativa conjunta da Iniciativa de Transição em Telheiras e do Movimento GerAções, integrada no ciclo “Cidadania informada, Cidadania activa”.

Nesta bela noite de debate aberto propomos um olhar sobre os movimentos cívicos que têm surgido em vários países durante o ano 2011 (Indignados, Occupy, etc.) e os pontos que os ligam (ou desligam) ao movimento de transição.

Afinal o que é que os distingue? Por que é que há tantos movimentos diferentes? O que é que cada um quer?

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Para nos ajudar à conversa teremos intervenções-acendalha de Paulo Raposo, professor de Antropologia do ISCTE-IUL, investigador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), membro fundador da Plataforma 15O (embora presentemente desvinculado), esteve envolvido na Acampada do Rosssio, especialmente no Grupo Internacional que organizou a 1ª reunião internacional em Junho 2011 na Lx Factory, e Gil Penha Lopes, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), onde procura Soluções Integrais para as Alterações Globais no grupo “Climate Change Impacts, Adaptation and Mitigation” (CCIAM), fundador da Iniciativa de Transição Universitária da FCUL, membro da Transição de Oeiras e Formador do Curso de Iniciação à Transição. A conversa vai ser moderada por Filipe Matos (ITT) e Álvaro Fonseca (GerAções).

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Agradecemos muito à Elisabete Agostinho pelo cartaz!

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É 4ª feira, 29 de Fevereiro, a partir das 21:30. Até lá!

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Os fins-de-semana são, para muitos de nós, momentos de evasão e descanso. Os locais escolhidos vão sendo diferentes consoante o perfil de cada um, mas, seja qual for a opção, há sempre forma de o fazermos de forma sustentável e com o mínimo de impacto! Ficam aqui algumas sugestões muito simples:

– Ficar na cidade e aproveitar o que de bom esta tem para nos oferecer

 optar pelas deslocações de bicicleta ou a pé e conhecer cantos e recantos por onde o carro não passa nas semanais idas de casa para o trabalho;

 utilizar os transportes públicos para chegar mais rápido ou simplesmente para desfrutar do sentimento de ser mais um turista!

– Sair da cidade e ir para longe das buzinas e do fumo do tubo de escape

se vai em grupo, optar por partilhar o carro – a viagem é mais divertida, os custos são partilhados e se a viagem for longa, há mais opções de motorista;

 utilizar um mix de bicicleta e comboio – é preciso ter atenção aos horários e tipos de comboio, há alguns que não permitem a coabitação entre os dois meios de transporte;

apenas transportes públicos, sejam eles quais forem -conhecem-se novas pessoas, vêem-se outras paisagens, focamos a nossa atenção noutras coisas que não a estrada: um bom livro, música, dois dedos de conversa com o vizinho do lado ou mesmo uma refrescante soneca!

Seja qual for a opção, há que ser criativo na hora de escolher como ir! Os meios, são muitas vezes mais divertidos que os fins! Para quem tem crianças, algumas destas opções são autênticas actividades radicais 🙂 mas no domingo à noite, olhamos para trás….e valeu a pena!

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Somos uns felizardos! Conseguimos, juntamente com uns amigos, encontrar um cantinho em Lisboa, onde podemos cultivar aquilo que comemos. Começámos no Inverno passado e tivemos no nosso frigorífico os seguintes alimentos: couves (de vários tipos porque não gostamos de estar sempre a comer a mesma coisa), favas, ervilhas, nabiças, cebolas, alhos, alfaces, espinafres, todos os tipos de chás e ervas aromáticas. Foi um Inverno cheio de migas e com uma favada das antigas, daquelas de fazer chorar por mais, partilhada entre amigos e que foi motivo de orgulho para os aspirantes a agricultores! Agora que é chegado o Verão, a actividade agrícola vai de vento em popa! Temos courgettes, beringelas, pimentos, pepinos, alfaces, tomates (de variedades conhecidas, outras que não conseguimos identificar tão bem), morangos, cebolas, alho francês, rabanetes, uma pequena meloa, nabiças, feijão sendo que os chás e as ervas aromáticas lá continuam! O engraçado disto tudo é que não comprámos muitas coisas para semear ou plantar. Quando entramos no estranho mundo das mãos na terra, as coisas parece que vão surgindo: ora é um vizinho de horta que dá umas plantas em excesso, ora é um familiar que se lembra de nós e também nos dá os excessos de qualquer produção de um quintal algures no interior do país, ora são as senhoras do mercado que recebem o dinheiro de 8 plantas e nos mandam 12…não vá o diabo tece-las!

A verdade é que nestes assuntos de horta tudo é importante: o que comemos que é mais saudável e apetitoso, o que poupamos (no nosso caso, contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que lá em casa, fizemos massa ou arroz, ou outra coisa que não fosse fruto da nossa actividade hortícola), o que transformamos (quando há excesso de tomate; faz-se compota), o que partilhamos (amigos e familiares passaram a ter acesso a vegetais fresquinhos e substituíram-se alguns presentes de embrulho, por um saco cheio de coisas boas para comer), mas acima de tudo as pessoas que conhecemos e o que nos divertimos!

A horta substituiu o nosso ginásio e a mesa de café onde nos encontrávamos para estar uns com os outros – trocámos a chávena pela enxada 🙂 e até agora está a correr muito bem!

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Hoje escrevo sobre custos! Sim, acho que sustentabilidade também deve ter a ver com factores económicos.
Fiz um simulador que calcula os custos reais das minhas viagens usuais por Lisboa para ir trabalhar. Na minha simulação entram, para já, dois tipos de transporte: carro e bicicleta. Visto que apenas vou para o trabalho de uma maneira ou de outra, e visto que possuo automóvel e bicicleta, tenho custos associados aos dois investimentos que fiz. À parte dos pormenores técnicos do modelo, passemos aos resultados. No meu caso, para as minhas viagens para o trabalho, se todas as viagens forem feitas de automóvel, eu posso contar com uma conta anual de 1650€, ou seja perto de 137,5€ por mês.
Eu sabia que ter automóvel é caro, mas assustei-me com este numero! Penso que assusta qualquer um, sobretudo eu que faço apenas 12 km por dia para ir trabalhar, 6 km para ir a 6 km para voltar… A boa noticia é que, se fizer 50 dias por ano de bicicleta, baixo a minha conta para “apenas” 1387€, ou seja ganho 263€. E o custo de comprar e manter uma bicicleta? Já está considerado na poupança dos 263€. Parece-me bom, não? Se fizer 100 dias de repouso no automóvel, poupo quase 540€…

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Ainda em relação às conversas que temos com as pessoas que começam também a despertar para estes assuntos, no outro dia fomos “Conversar sobre Sustentabilidade” com um grupo de interessados no Barreiro. No meio da conversa, que foi animada, surgiu uma dúvida que suscitou logo ali uma série de reacções. Uma das pessoas questionou-se sobre as opções de consumo na sua área de residência e o que podemos fazer para mudar quando somos completamente inundados de apenas um tipo de oferta. A frase de espanto foi mais ou menos assim: “é que são tantos centros comerciais e hipermercados no mesmo sítio que nem os conseguimos contar”. A resposta é simples: as grandes superfícies vendem aquilo que nós compramos, portanto quem manda nelas, no limite, somos nós através das compras que lá fazemos. O que pode à partida parecer uma batalha de David contra Golias, não o é de facto, porque as lojas precisam mais de compradores do que os compradores precisam de lojas!

Ora bem, a chave desta mudança está no momento em que retiramos um produto da prateleira e damos uma indicação a quem decide o que vender no dito estabelecimento comercial. De cada vez que se identifica a necessidade de ir a uma grande superfície em detrimento do comércio local podemos fazer coisas tão simples como:

– escolher nacional – e se não houver nacional, procurar uma origem o mais próxima possível do nosso país (necessitou de menos combustível para cá chegar). Muitas vezes parecemos tontos a revistar rótulos e etiquetas, mas isto já nos entrou no sangue e já nem sabemos fazer de outra forma

– escolher produtos com o mínimo de embalagem possível – em muitos casos a embalagem custa mais que o próprio produto. Custa em material, em transporte e em faze-la desaparecer nos processos de reciclagem ou de tratamento do lixo. Um exemplo simples é a manteiga: porquê trazer uma caixa de plástico de cada vez que queremos manteiga, em lugar de comprar as barras embaladas em papel e colocá-las em casa numa manteigueira reutilizável? Outra fácil é recusar os sacos e saquinhos em que nos embrulham fruta, legumes e produtos de charcutaria. Tentar meter tudo no mínimo de sacos em vez de embalar individualmente (às vezes temos lutas com os funcionários mas temos que nos socorrer da máxima: o cliente tem sempre razão)

– recusar sacos de linha de caixa – Portugal é um dos poucos países da Europa em que ainda se “dão” sacos nos supermercados. Não custa nada levar um saco de pano ou outro qualquer que possamos reutilizar e não trazer mais um saco de plástico. No sítio onde costumamos ir, já não estranham. No outro dia ouvimos de uma funcionária: “não quer saco, faz muito bem” e ainda me perguntou onde é que eu tinha comprado o meu porque o achava muito giro 🙂

– trazer apenas o indispensável – evitar desperdícios, não comprar só porque está em promoção apesar de não nos fazer falta, tentar perceber o que é que temos lá em casa que possa substituir aquela função que no momento nos parece tão importante. No outro dia fui ao hipermercado e na minha lista de compras constava CIF. Fiquei uns 5 minutos a olhar para a prateleira com e no fim perguntei-me: mas para que é que eu preciso de CIF? Não cumpre nenhuma função que os outros detergentes que eu tenho lá em casa (e que começo a substituir por detergentes feitos por mim) não cumpram. Não trouxe o CIF!

Boas decisões de compra e até para a semana!

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Hoje é quinta-feira e com ela, para além da antecipação de um fim-de-semana de calor, surge também mais um post sobre o que pode um comum mortal fazer para ter uma vida mais sustentável.

Se é verdade que este assunto sempre nos interessou, também é verdade que começou a entrar mais nas nossas vidas e a tornar-se mais sério, por influência de outras pessoas com os mesmos interesses e muito mais formação e informação. A nossa “mudança de chip” deveu-se muito ao grupo de Transição em Telheiras e ao facto de nos termos permitido ser influenciados por muitas das pessoas que conhecemos através desta Iniciativa. Não apenas pelos seus discursos, mas acima de tudo pelas suas acções.

Por isso mesmo, consideramos o exemplo que damos como uma das medidas de sustentabilidade mais importantes. Com essas acções não mudamos apenas o nosso dia-a-dia como também influenciamos para a mudança, a vida dos que nos rodeiam. Nos últimos tempos, são alguns os casos que nos surpreendem positivamente. Hoje gostava de deixar o registo de algumas situações e deixo à vossa consideração se são de facto importantes, nesta mudança que se quer global, mas que tem de ser feita por cada um de nós:

Uma das medidas iniciais deste caminho foi começar a usar a bicicleta como meio de transporte e ir deixando o carro cada vez mais dias no estacionamento. Se no inicio causámos alguma estranheza em alguns dos meios onde circulamos, agora temos:

  • mais um poste ocupado com uma bicicleta no parque de estacionamento do trabalho da Telma (parece que também é uma menina e posso dizer que num edifício com 700 pessoas e o equivalente em carros contam-se apenas 2 bicicletas);
  • 3 amigos e vizinhos que foram recuperar as bicicletas velhinhas à arrecadação, limparam-lhes o pó e agora vão dia sim dia não, dar um belo passeio ao fim do dia (com a Telma e com o Marco a servir de Bike Buddies – http://bikebuddy.mubi.pt/) em vez de se enfiarem no ginásio a gastar energia em máquinas que pouco promovem a interacção social e que nos fazem ser cada vez mais parecidos com hamsters autistas;
  • uma amiga que decidiu comprar uma bicicleta e ser uma das pioneiras deste meio de transporte numa cidade pequena do interior, que tem todo o potencial para ser o paraíso dos ciclistas mas que ainda é muito movida pelos preconceitos e memórias de um passado em que a bicicleta era sinal de pobreza e baixo status social.

Não podemos dizer que estamos a mudar o mundo, nem é essa a nossa pretensão, mas já lá diz o velho ditado, grão a grão…

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O tema da sustentabilidade é cada vez mais debatido, seja online, em tertúlias de esplanada, em casa com os amigos, com a família e até mesmo em contexto laboral. No entanto há uma sensação comum e paralisante que é um misto de desespero, angustia e desorientação quando se passa para a fase de: o que é que se pode fazer para melhorar a situação, ou pelo menos não estragar mais? Todas as respostas parecem recair sobre a grande responsabilidade dos governos, das empresas, do sistema económico mundial, da globalização, etc etc etc. Não descurando a efetiva responsabilidade que estes elementos têm, não podemos simplesmente deixar-nos ficar no nosso canto lamuriando por “ ninguém” fazer nada para que esta Terra onde todos vivemos, este estilo de vida que todos temos, seja mais sustentável. Assumir essa postura é tão simplesmente desistir e assumir que o facto de sermos cidadãos não nos confere quaisquer direitos nem deveres. Cá em casa esse conceito de cidadania não existe! Por isso, e para demonstrar que todos temos um papel, decidimos começar a registar todas as alterações que foram sendo feitas nos nossos hábitos de consumo, nas nossas rotinas, enfim, na nossa vida em geral, desde que tomámos consciência que todos dias, pelas nossas ações, temos tanto impacto e responsabilidade como os tais grande agentes e instituições a quem é tão fácil apontar o dedo.

Somos um casal perfeitamente normal, gostamos de viajar, gostamos de sair com os amigos, gostamos de ir ao cinema, ambos trabalhamos e ainda não temos filhos. O desafio desta “coluna semanal” é simplesmente ajudar-nos a tomar consciência, partilhar e descobrir novas formas de, sem abdicar daquilo que para nós é essencial (e veremos que há muito menos coisas essenciais do que poderíamos pensar), podemos tornar o nosso estilo de vida mais sustentável ambiental, social e economicamente. E agora, que o pontapé inicial foi dado, vão ter que esperar pela próxima semana para saber o que andamos a fazer 😉

Até para a semana!

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